Justiça
barra o jogo "Bully" no Brasil.
Deferindo
antecipação de tutela requerida pelo Ministério
Público Estadual, em ação coletiva de consumo,
o juiz Flávio Mendes Rabello, da 16ª Vara Cível
de Porto Alegre, determinou que a empresa JPF Maggazine Ltda. se
abstenha de importar, distribuir e comercializar o jogo eletrônico
“Bully”, considerado violento por mostrar alunos agredindo
professores. A decisão gera efeitos em todo o Brasil.
Na inicial, o promotor de Justiça Alcindo
Luz Bastos Filho sustenta que "é um jogo que estimula
situações de violência, propagando uma inversão
de valores, porque pontua mais aquele que é o pior na escola".
O magistrado Rabello deu pronta prestação
jurisdicional. A ação foi ajuizada na quinta-feira
(3) e no dia seguinte (4) já tinha o despacho que concedeu
a tutela, baseada em parecer da Sociedade de Psicologia do Estado.
Esta alerta sobre o potencial lesivo do game para as crianças
e adolescentes.
Outras entidades também narraram casos em
que o entretenimento produziu sentimentos de “provocação,
humilhação, uso de agressão física,
insultos, suborno e fuga".
A decisão também ordenou que os saites
que comercializavam o "Bully" deverão suspender
os anúncios e a comercialização do produto
em 30 dias. No mesmo prazo, as proprietárias das páginas
na Internet deverão informar à Justiça a listagem
de outras empresas que eventualmente tenham adquirido o jogo para
revenda. Para cada descumprimento, foi fixada a multa de R$ 1.000,00.
Há dezenas de ofertas de venda de "Bully" na Internet,
ao preço de R$ 49,90.
Na avaliação do juiz, o jogo é
impróprio aos educandos e pode acarretar graves distúrbios
no colégio e entre grupos de jovens dentro e fora da escola.
“A sociedade perde a capacidade de bem educar seus filhos
à medida que jogos com enfoque idêntico a ‘Bullly
fazem trabalho em sentido contrário”, frisou a decisão.
O personagem do jogo, Jimmy Hopkins, 15 anos, é
um valentão que deseja se tornar o chefe de tudo, na escola
onde estuda. Para isso, briga, cria pequenas bombas, faz missões
para ganhar moral com os outros e até pode ter envolvimentos
amorosos com meninos ou meninas.
Não foi a primeira vez, neste ano, decisões
judiciais determinaram a proibição de venda de jogos.
Em janeiro, a Justiça Federal de Minas Gerais proibiu os
jogos de tiro Counter-Strike Source e Counter-Strike Antology. (Proc.
nº 10800832357 - com informações do TJRS e da
redação do Espaço Vital ).
Fonte: site Espaço Vital
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