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BULLYING
NA VOLTA ÀS AULAS
Fonte:
site IG Educa
A volta às aulas é
um momento de alegria! Ninguém gosta de voltar a acordar
cedo ou precisar fazer aqueles deveres de casa difíceis,
mas rever os amigos é sempre um motivo para comemorar. Para
alguns, porém, o retorno ao colégio ou a chegada como
um novo aluno podem trazer uma situação muito desagradável,
o bullying.
Se ele já é uma causa conhecida, por que não
é combatida e extinta definitivamente? Para relembrar, este
é um termo em inglês sem equivalente em nossa língua,
mas caracteriza todo comportamento ou atitude que leve à
humilhação, pressão física, psicológica
e cause angústia na vítima.
Colocar apelidos, zoar, humilhar,
xingar, amedrontar, ameaçar, empurrar, bater, dar tapas...
Todas estas atitudes estão inseridas na definição
geral de bullying e é praticamente impossível encontrar
crianças ou adolescentes que não tenham sido vítimas
ou participantes destes atos pelo menos alguma vez. O grande problema
está em saber diferenciar uma brincadeira comum entre de
uma humilhação ou outros comportamentos agressivos.
Como fazer isso?
Brincadeira é diferente de
humilhação
Uma brincadeira entre amigos ou
comentários entre amigas podem parecem agressivos para quem
vê a conversa de longe ou não conhece os envolvidos,
mas quase sempre ocorre o contrário, a amizade está
apenas se fortalecendo. Quando há intimidação
de uma das partes, a conversa fica bem diferente. Muitas vezes quem
é agredido é tímido demais a ponto de não
pedir ajuda, e isso gera mais provocações e agressões
por parte dos autores, já que não são repreendidos
por ninguém.
A situação vai piorando
e chega a um ponto insuportável para as vítimas, que
sofrem de depressão, ansiedade, fobias, simulam doenças
para faltar às aulas e podem chegar ao extremo de cometer
assassinatos como os já vistos em escolas dos Estados Unidos.
E não pense que este é um comportamento exclusivo
de americanos ou ingleses: já houve registros de crianças
que entraram atirando em escolas do interior de São Paulo...
Se você sente na pele este
problema, converse com seus professores e pais e busque uma solução.
Não deixe que o problema se torne recorrente e vá
adiando a reclamação. Quanto mais ela demora, mais
os agressores sentem-se no direito de continuar as provocações.
Lembre-se sempre que violência só gera mais violência
e intolerância, e estes pensamentos não combinam com
ambiente da escola.
Escola, local de alegria e convivência
pacífica
O fato mais grave desta situação
é constatar que o bullying ocorre justamente no local que
deveria servir como ponto de encontro para uma convivência
saudável e respeito às diferenças. O comportamento
na escola certamente será a semente das atitudes futuras
no ambiente de trabalho e no convívio familiar, sendo por
isso fundamental para moldar o jeito de ser das crianças.
Efeitos do bullying
Não é regra, mas o
bullying pode desencadear crises de depressão, fobias exageradas,
problemas de pele e gástricos, ansiedade, abuso de drogas
e álcool, dificuldade nos relacionamentos, insegurança
e baixa auto-estima, que em seu ponto mais crítico leva ao
suicídio. Em relação à escola, os problemas
incluem baixo índice de presença nas aulas, notas
ruins e repetição de ano.
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