Roupa
é o principal motivo de chacota na escola
Seguem-se a aparência física, o peso, a cor da pele
e o sotaque
Um em cada dois alunos portugueses (51 por cento)
diz que os colegas de escola são gozados pela roupa que usam
e 36 por cento por diferenças na aparência física,
como o peso, segundo um estudo do Bristish Council.
O estudo sobre a forma como os alunos vêem
a escola, que é apresentado sexta-feira no Parlamento Europeu,
em Bruxelas, indica ainda que a cor da pele e a diferença
de sotaque são motivo de gozo para 31 por cento dos inquiridos
em Portugal, a par com a deficiência.
Na média
dos sete países da europeus onde se fez o estudo - Alemanha,
Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Portugal e Reino
Unido - as diferenças físicas são o principal
factor de humilhação (39 por cento), seguindo-se as
deficiências (34), sendo que a cor da pele e a indumentária
surgem em terceiro lugar, com 30 por cento.
A raça surge em Portugal como motivo de gozo
para 28 por cento dos inquiridos, pouco acima da média (27
por cento). Questionados sobre se foram gozados, no último
trimestre, por alguma das razões indicadas no questionário,
12 por cento dos estudantes portugueses entre os 13 e os 16 anos
responderam afirmativamente, abaixo da média de 15 por cento
dos sete países.
O Reino Unido é o país que apresenta
a taxa mais elevada (19 por cento) de respostas afirmativas.
A existência de um problema de comportamentos
intimidatórios («bullying») na escola é
reconhecida por 35 por cento dos estudantes portugueses, exactamente
a mesma percentagem dos que respondem negativamente. A média
nos sete países é de, respectivamente, 32 e 28 por
cento.
Por outro lado, apenas 3 por cento admite ter sido
alvo de «bullying» nos últimos três meses,
um valor aquém da média de 9 por cento.
A maioria dos jovens portugueses (35 por cento)
respondeu ainda se sente feliz na escola, contra 4 por cento que
se dizem infelizes e 29 por cento que respondem nem uma coisa nem
outra.
Em relação à integração
de estudantes com diferentes origens, a maioria dos portugueses
(47 por cento contra 38 por cento de média) gostaria que
houvesse tempo nas aulas para falar das diferentes culturas.
Por outro lado, 76 por cento dizem que na escola
que frequentam são feitos esforços de integração
de todos os estudantes, independentemente da sua origem, sendo a
média dos sete países de 80 por cento.
O British Council
é o organismo internacional de relações culturais
do Reino Unido. Fundado em 1934, conta actualmente com delegações
em 220 cidades de 110 países em todo o mundo.
Fonte: Portugal
Diário
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